Hora Certa

quinta-feira, 18 de março de 2010

MUDAMOS!

Como eu havia prometido aqui está o novo endereço de nossa nova casa


DIRETO para o Mel e Girassóis - http://www.olaserragaucha.com.br/Blogs/Ieda

Visitem o Olá, Serra Gaúcha! nossa casa a partir de agora

quarta-feira, 17 de março de 2010

Olá!

Esperem só mais um pouquinho que tem novidades. O 'Mel e Girassóis' está de cara nova em outro endereço.

Só mais um pouquinho que revelo a nova casa

segunda-feira, 15 de março de 2010

Texto de hoje

Eu e o paquiderme

Um elefante era a melhor descrição para o homem gorducho e simpático que caminhava vagarosamente pelo acostamento da estrada. Parecia sentir muito calor, pois transpirava sem parar. Fiquei olhando curiosa aquela figura rosada e de certa forma bela, já que possuía a expressão doce, peculiar aos paquidermes. Ele pareceu ler meus pensamentos, porque olhou em minha direção e sorriu um sorriso aberto e franco. Resolvi acompanhar o pesado senhor, estávamos na mesma situação. Caminhando no asfalto, ele para emagrecer, eu para aliviar os pensamentos, nada melhor que o ar puro.

Seguimos conversando como velhos amigos. Era engraçado aquele homem de aparência enorme e palavras tão doces. Disse que adorava doces, principalmente chocolates e ao dizer isso puxou do bolso um tablete de Nestlé. Agradeci, e ele seguiu comendo com vontade. O vento soprava gostoso naquele horário da tarde, era ideal para passear. Eu já nem sentia o tempo passar, estava curiosa demais sobre a estranha figura comedora de chocolate. Parecia tão despreocupado, feliz até. Olhei para a camiseta branca com a estampa de uma moça muito bonita a sorrir, aliás, o mesmo sorriso do paquiderme. Quando pensei em perguntar sobre a moça, ele, com voz calma, falou que era sua filha. Eu prontamente queria ser simpática, perguntei onde estava, o que fazia? Curiosidades. Ele de imediato respondeu: ‘Prostituta, essa é sua profissão’. Juro por Deus tive vontade de ser um Papa-Léguas e sumir estrada afora. Ele ria do meu “vermelhão” e eu ficava cada vez mais sem jeito. Prostituta, disse ele, com uma naturalidade de dar inveja. Bruna era o nome da moça, tinha 25 anos, e também gostava de chocolate. Era uma moça fina, educada, de bons sentimentos. Cuidava da irmã doente, da mãe estressada e louca por conforto, estudava psicologia, tinha amigos, era solidária, sincera. Mas tinha uma marca: prostituta, e isso ninguém perdoaria. Poderia até morrer falando dos estupradores de crianças, dos políticos corruptos, dos assassinos, das madames-podres-que-se-escondem-atrás-do-poder-para-fazer-coisas-do-tipo-sadomazoquista, dos mentirosos, dos golpistas... Nada disso importaria, ela a Bruna, era uma prostituta, uma marginal, uma fora da sociedade.

O ar ainda estava puro e eu continuava ao lado do homem rosado, o pai de uma prostituta. Nada havia mudado nele, mas em mim sim, pois eu insistia em achar que o homem tinha de ser diferente. Afinal era o pai de uma ‘mulher da vida’. Ele continuava a andar devagar, disse que havia sofrido dois enfartes, que estava vivo graças à Bruna, que não deixou de estar a seu lado um minuto sequer. Olhei aquele rosto rechonchudo, que falava com orgulho da filha. Mas ela era uma prostituta e todos dizem que não merecem respeito, são indignas, nojentas, pervertidas...

Um carro branco estacionou a nosso lado, era Bruna, que viera buscar o pai. Fiquei a olhar a moça. Era igual a todas as criaturas, bela, sorria alegre para o bom paquiderme.

Ele, antes de entrar no carro disse com seu jeito manso: ‘Se todas as pessoas fossem como minha filha prostituta, o mundo seria mais justo’. Segui minha caminhada comendo um pedaço de chocolate e rindo de meus próprios julgamentos.(Texto: Ieda Beltrão)

Assim amanheceu em Bento Gonçalves


Para quem mora no alto a sensação era de estar dentro de uma nuvem.

sábado, 13 de março de 2010

"Pixurum", um concerto de Saxofones em Bento

Pixurum, apresentado pelo "Barlavento Quarteto de Saxofones", estará em Bento Gonçalves na próxima quarta-feira, 17, no Auditório do Sesc.
O espetáculo conta com obras de compositores brasileiros e portenhos e com a participação de um percussionista especialmente convidado. Frevo, choro, samba, milonga, chamamé e tango são alguns dos ritmos que poderão ser apreciados no show.
No concerto, que tem caráter didático e busca contribuir para a formação de público, os músicos falam tanto da história do saxofone quanto das histórias de vida dos músicos cujas composições fazem parte do programa. Um dos objetivos do projeto é viabilizar a produção cultural e artística do grupo e divulgar o patrimônio musical brasileiro e suas influências portenhas.
Fazem parte do repertório: Astor Piazzolla, Ary Barroso, Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Villa-Lobos e Pixinguinha, além de outros grandes nomes da música brasileira.

Músicos
Renato Santos – Sax Soprano; Direção Musical
Rafael Lima – Sax Alto
Vicente Lenz – Sax Tenor
Gustavo Müller – Sax Barítono
Heleno Goulart – Percussão

Foto: Divulgação

Filme gratuito e teatro no Sesc de Bento Gonçalves neste final de semana


Sábado, 13.
Espetáculo “Show de Improvisos” no auditório SESC, com início às 20h

Domingo, 14
Exibição do filme "Até Já", dentro da “Mostra de Cinema Francês Contemporâneo”. A sessão é gratuita e tem início 19h30min.




sexta-feira, 12 de março de 2010

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