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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Preocupação manifestada através da arte

A artista plástica Aglaé Machado de Oliveira (ou simplesmente AMO), ao lado do marido Newton de Oliveira, esteve prestigiando o Salão de Artes da Fiema. O casal veio de Porto Alegre.






Um dos locais mais observados durante os quatro dias da Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente (Fiema) foi o Salão de Artes promovido pelo Museu do Imigrante em parceria com a feira.
Os visitantes tiveram a oportunidade de refletir profundamente sobre as conseqüências que ações irresponsáveis estão trazendo a natureza. O salão foi composto por obras de artistas plásticos de várias partes do estado. De acordo com Neiva Poletto, coordenadora do Museu e organizadora do salão, os artistas convidados, tinham de alguma forma uma ligação com o meio ambiente. “Eles trabalham com elementos da natureza e demonstram através da arte a preocupação com o planeta”, disse.
As obras surpreenderam pela beleza e expressão. “É algo impressionante, que mostra um sentimento muito forte”, destacou Júlia Limeira, estudante de medicina ao observar “Os homens do planeta estão sofrendo”. A obra da artista plástica Aglaé Machado de Oliveira, ou simplesmente AMO, seu nome artístico, foi criada a partir da utilização de madeira e argila. Com esses materiais AMO deu vida a dezenas de pequenas cabeças humanas com expressão de sofrimento e dor. “Eles representam o medo do que está por vir se continuarmos com ações irresponsáveis diante de nosso planeta”, explicou a autora de Porto Alegre.
O passeio por entre as obras foi revelando as mais diversas formas de manifestação. A artista plástica Vera Beatriz Dalcin Luchese, de Bento Gonçalves levou a obra “Do lixo ao luxo”, um vaso adornado por máscaras. “Grande parte do material que usei veio do lixo”, disse. O trabalho foi um dos mais fotografados do salão. Outra obra que provocou reações adversas foi a escultura de Adriana Xaplin “Natureza Morta”. A obra faz parte da exposição “Espécie Humana”, onde a artista utiliza estátuas gigantes de composição impressionante. Rosas vermelas e carvão faziam parte do cenário onde o corpo jazia como que carbonizado.
As obras que estiveram expostas foram criadas especialmente para o Salão de Artes que teve como “No Mundo da Arte, Poluição A parte”.


Mais detalhes de algumas obras
- Maria Cristina Lisboa, de Porto Alegre levou a tela “A Cidade de Terra”, onde utilizou diversos tipos de terra como tinta.
- “que me perdoem os humanos...mas, os animais, com sua suposta irracionalidade, sabem como lidar entre si e com a natureza”. Fragameto de Carmem Maria Tasca Froli, de Bento Gonçalves levou a tela “Convivência Harmoniosa”.
- Cármen Hidalgo, de Porto Alegre retratou a “La pietá del mondo”, de Michelangelo, de uma forma significativa. “É como se uma obra famosa estivesse protestando contra a poluição no mundo”, disse.

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