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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Evandro Demari no Festival de Blues de Ribeirão Preto


Rio Grande do Sul sempre foi pródigo em oferecer ao país do esquindô guitarristas de alta qualidade. Evandro Demari não é exceção a essa regra. Diferente de seus contemporâneos porto alegrenses, o som de sua guitarra tem raízes pé mais fincadas no rock do que no blues, mas suas composições transcendem ambas as linguagens trazendo um frescor aos ouvidos cansados da dureza esbranquiçada que poluem as plagas verde e amarelas. Nascido em Muçum, mas, criado em Bento Gonçalves, Evandro completa neste ano de 2009, 20 anos de carreira musical.
Iniciou sua jornada em 1989 com a Elétrika Tribo, uma banda seminal da região serrana que trazia em suas canções uma pegada roqueira com um texto interessante e que fugia das canções engraçadinhas que poluíam as rádios nos anos 90. Era uma banda ativa e que se impunha pela qualidade instrumental. Muita entrega que pode ser conferida em sua discografia composta de três obras: É Muito Mais Rock’n’Roll (1990), Elétrika Tribo (1994) e Tupi Or Not Tupi (1997).
Foi com ela que Evandro debutou nos palcos nacionais, mais em especificamente no Templo Sagrado do Rock Carioca: O Circo Voador no 1º Festival Nacional de Blues, dividindo o palco com nomes como Buddy Guy, André Christovam, Big Allambik e Nuno Mindelis.
Com o término da banda e em busca de mais quilometragem uniu-se a banda de pop rock Nacional Kid, gravando em 2004 o disco homônimo.
Ao todo, realizaram mais de 400 shows no período de seis anos que trabalharam juntos.
No meio dessa viajem já calejado e cheio de idéias lançou seu primeiro trabalho solo em 2002, Serendip que conta com a participação especial de nomes renomados da guitarra brasileira como: Luiz Carlini, Fernando Noronha e Frank Solari.
Enquanto celebra esses vinte anos de devoção a arte de tocar guitarra, Evandro está finalizando seu segundo disco solo sob a orientação do produtor e baixista holandês Marcel Van der Zwan. Completando a banda Maurício Meinert na bateria e Grazziano Anzolin nos teclados. Mais uma excursão instrumental pelas paisagens expressivas de seu inspirado talento. Esse trabalho está com previsão de lançamento para o dia 21 de Agosto no Festival de Blues de Ribeirão Preto. As novas direções não são transgressoras, mas, traduzem uma evolução harmônica e melódica muito grande além de um interplay de altíssimo nível! O segundo trabalho de um artista é o divisor de águas que determina a diferença entre qualidade, trabalho e perseverança e um mero golpe de sorte.

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