Hora Certa

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Agora eles são adolescentes


Depois de décadas trocando tapas e coelhadas nas páginas da revista "Turma da Mônica", os personagens de quadrinhos Mônica e Cebolinha finalmente partem para o beijo. O episódio se dá no quarto número da HQ “Turma da Mônica jovem”, que retrata os personagens na adolescência, com seus 15 ou 16 anos, em estilo mangá. Segundo o autor, Mauricio de Sousa, esse é o primeiro beijo romântico da dupla. O beijo faz parte da nova fase da turma, na qual o personagem Cascão toma banho (mas não sempre), Mônica fez um regime e emagreceu e Cebolinha, agora chamado de Cebola, recorreu a fonaudiologia e só troca a pronuncia dos “r”s pelos “l”s quando está nervoso. Apesar das modificações de "Turma da Mônica jovem", as outras revistas continuam circulando, mostrando a turma ainda na infância.

O mágico espetáculo de “Tholl”


A comunidade de Bento Gonçalves e região poderá conferir neste domingo, dia 7, o espetáculo “Tholl Imagem e Sonho”, criado pela OPTC - Oficina Permanente de Técnicas Circenses, de Pelotas. Os integrantes da OPTC costumam dizer que a entidade nasceu “acidentalmente” em 1987 quando João Bachilli, liderando um grupo de amigos - todos atletas de Ginástica Olímpica (competitiva) e apaixonados pela arte circense - , resolveu aliar todo aprendizado acrobático ao teatro e a dança. Várias performances foram montadas, todas de pequeno porte, no início utilizando somente a acrobacia como foco, depois incluindo a pirofagia, o malabarismo, técnicas de clown e pernas-de-pau. Foi em 2002 que começou a montagem do espetáculo “Tholl, Imagem e Sonho”, com um elenco renovado de dezessete artistas entre adultos, adolescentes e crianças nas atividades de clown, equilíbrio em bola, acrobacia, tecido-aéreo, arco-aéreo, monociclos, pernas-de-pau, pirofagia, contorcionismo, equilibrismo e malabarismo num espetáculo glamuroso, preciso e emocionante.

Serviço
O que: “Tholl Imagem e Sonho”,
Onde: Ginásio Municipal de Esporte de Bento Gonçalves
Quando: 7 de dezembro de 2008 (domingo)
Horário: 19 horas
Ingressos: Arquibancada até o dia 6 - Comerciários, estudantes e idosos (R$8); Comerciantes (R$ 10) e Comunidade em Geral (R$ 12). Arquibancada na hora - Comerciários, estudantes e idosos (R$ 10); Comerciantes (R$ 12) e Comunidade em Geral (R$ 20).
Realização: SESCRS
Patrocínio: Nacional
Apoio Cultural: Prefeitura de Bento Gonçalves e Fundação Casa das Artes

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Solange Couto sofre isquemia cerebral


A atriz Solange Couto sofreu, na noite deste domingo (30), uma isquemia cerebral. Ela estava na cidade de Porangatu, no Norte de Goiás, para a apresentação da peça “Cinco mulheres por um fio” quando passou mal.
A atriz recebeu os primeiros socorros no Hospital Samaritano, onde deu entrada por volta das 20h30.
No final da noite, ela foi transferida em um avião fretado pelo governo do estado para Goiânia. Solange está consciente, mas apresenta dificuldades para falar.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Muita luz garoto!!!

Essa foto é pra você lembrar de nossas longas conversas sobre esse mundo louco do jornalismo.






Tem coisas que acontece na vida que marcam para sempre. Já encontrei muitas pessoas em meu caminho que ficaram gravadas em minha mente, outras que não consigo lembrar mais.
Então numa tarde de quinta-feira qualquer eu cheguei na redação e me deparei com um jovem de olhar curioso e cabelo estiloso. Na hora percebi algo de diferente, uma essência especial - difícil de encontrar nos humanos - Ali estava Guilherme Mergen, um jornalista recém formado que trazia nos gestos a certeza de uma estrada. Ali eu percebi que estava diante de alguém mordido pela comunicação.
Foram poucos meses de convivência, pois eu estava certa - ele buscava mais e lutava por isso.
Meu agora amigo e colega foi chamado para o ZH. O desafio foi lançado e o garoto foi enfrentar a dura batalha em Porto Alegre, onde tudo pode acontecer. Medo? Talvez ele esteja sentido, mas tenho certeza - ele vai se dar muito bem, pois sabe trabalhar, é um profissional criativo e apaixonado. Inquieto por natureza, falante, mas acima de tudo eficiente e leal.
Esse garoto eu nunca poderei esquecer, por que senti a essência e meu amigo César Dors diria "Ieda, ele pertence a rara sociedade dos cavalinhos azuis". E eu concordo.
Quem sabe um dia a gente se esbarre por essas estradas da vida e ainda vamos fazer aquelas matérias que planejamos. Mas com uma condição: você é o repórter e eu fotógrafa, que é minha praia de verdade.
Fique feliz em saber que ainda existem pessoas como você nesse mundo de gente egoísta, prepotente e amadora.
Vá com calma! Tua caminhada está apenas começando. Muita luz, força e pode ter certeza: estarei sempre torcendo por você.
Sucesso cara!!!!

Palavras ganham vida através de dezoito crianças




Lá fora a chuva caia forte e as nuvens carregadas formavam um cenário cinzento. O contrário acontecia dentro de uma sala de aula na Escola Municipal Professor Noely Clemente de Rossi, no bairro Santa Marta. Ali estavam reunidas dezoito crianças, com média de idade de 11 anos, eufóricos para contar como surgiu o livro “Brincando de Poesias”.

No início os alunos da 5ª série C, pareciam tímidos e deixaram a professora e coordenadora do projeto Clarice Z.Fin falar. Ela explicou que o trabalho começou em maio deste ano quando decidiram participar do projeto Nacional “Poetas na Escola”. “Começamos a trabalhar, e reunimos excelentes trabalhos, então decidimos publicar um livro”, conta. Com o apoio da direção da escola, através da diretora Adriana Poletto Razia, e dedicação dos alunos o projeto foi iniciado. “Não foi fácil, foram períodos de revisão, edição, reflexão e certo temor, afinal estávamos pensando numa obra para sair da escola e servir de exemplo a outras entidades”, destacou Clarice. Mas o esforço valeu a pena e finalmente o livro ficou pronto. “Eu via a dedicação deles, eram crianças-poetas que buscavam dar vida a uma obra de pura essência e amor”, afirmou a Adriana.
A emoção dos pequenos era visível na medida em ouviam as professoras falarem e logo começaram a se soltar. As vozes infantis encheram o ambiente de uma energia positiva. “Eu sempre gostei de escrever, tenho um diário”, disse Amanda de Rossi, de 11 anos. Ela escreveu poemas sobre família e cotidiano.
Despertar nas crianças o interesse pela leitura é uma tarefa difícil em tempos de internet e jogos eletrônicos, mas para Clarice foi algo que jamais poderá ser esquecido. Ela também escreveu várias poesias sobre cada um de seus alunos. “Conheço cada um deles e essa foi a forma que encontrei para agradecer e valorizar a dedicação a leitura”, destacou.
O tímido Eduardo Antonio Catane, de 11 anos disse que nunca escreveu nada semelhante a poesia, mas que agora que começou não quer parar mais. “No início foi difícil, agora quero me aperfeiçoar”, disse concentrado.
Os pequenos estavam radiantes e logo começaram a citar poetas e escritores que serviram de inspiração. Nomes como Mario Quintana, Cecília Meireles, Carlos Drumond Andrade, Henriqueta Lisboa foram lembrados pelos alunos-poetas. “Achei as poesias de Clarice Lispector uma maravilha”, disse a alegre Bruna Machado Rosa, de 11 anos.
Lá fora a chuva continuava, mas dentro da sala o sol parecia ter se instalado de vez tamanha alegria podia se ver no olhar das crianças que estão preparadas para o lançamento de “Brincando de Poesias”, na noite desta sexta-feira, dia 28. Exemplares do livro serão distribuídos em todas as escolas da rede municipal e também para familiares e amigos dos alunos. “Plantamos uma semente que agora deverá ser regada com todo carinho para que os frutos sejam fortes”, finalizou Clarice.


Uma prova do talento
Casca de Banana

Não tem jeito
Não tem, não
João quando come banana
Joga a casca no chão.

Mas não sou como o João
Quando como banana
Não jogo a casca no chão!

Jenifer Petroli

Ela é Bela

Eu vejo ela
Pela janela
Linda e bela
Como uma flor amarela!

Lá vai ela
Com passos curtos
Como a cinderela
Adoro ela

Quem será ela?

Nadiele Lagunas


Poesia

Logo que passei
Olhei, podia voar
Também andar
Era azul sem
Vermelho
Com verde a dispor
Tinha laranja
Muita esperança
Era uma linda flor!

Tiago Galves

domingo, 23 de novembro de 2008

Cabelos dourados. Tomates. Cebolas...


Crônica: Ieda Beltrão



Pare só um instante! Ouço e a frase se repete. Pare só um instante! E se repete...
não quero parar, não quero olhar, não quero ouvir de onde vem. O vento é quente, o sol queima minha pele branca. Sinto vontade de correr, mas não consigo e então, num ímpeto paro e olho para trás. Ele está ali parado, sorrindo, mãos estendidas em minha direção. As pessoas continuam a passar apressadas, não percebem que estamos ali. A pele queima, mas que importa, agora sinto seus olhos, suas mãos... Tento em vão sair daquele estado de torpor que invade meu corpo, minha alma... Olhos profundos, verdes como a noite percorrem meu rosto magro e sofrido. Tento esconder meus cabelos brancos e desalinhados, sufoca minha voz que não sai. Minhas pernas compridas e esqueléticas tremem. Tenho medo de derrubar as compras. Minhas compras? Detergente para banheiro, cera para o piso e tomate para o molho preferido. Deus! Essas são as minhas compras, as compras de todos os dias, de mais de quarenta anos. As mãos que seguram aquelas sacolas cheiram a cebola e alho... sempre... sempre.
Mas agora ele estava ali. Queria pegar minhas mãos de dedos longos-secos-brancos, cheirando a tempero. Ele sorria e eu não conseguia mover meus lábios muito menos sorrir. Meus dentes eram amarelos, estragados, esqueci de cuidá-los, de tratá-los, que importância tinha minha aparência? “Eles” estavam felizes, isso era o que importava.
Quarenta anos! Era muito tempo e agora o tempo havia parado. Deixei as compras caírem devagar, lento... O sol queimava, o peito ardia, a dor enlouquecia minha cabeça e ele continuava a sorrir, lindo, cercado de muita luz. Minhas pernas dobraram e então senti suas mãos segurarem meu corpo cadavérico, infeliz, cheirando a detergente pinho, toucinho de porco (“eles” adoravam, isso era o que importava).
Ouvia sirenes, gritos, mas nada sentia. Apenas seu riso lindo, seu rosto de anjo. Rostos apavorados surgiam em minha frente e eu, depois de quarenta longos anos, sonhando em ser uma grande juíza, uma defensora da justiça, sorri e meu sorriso trouxe uma dor forte, profunda... As lágrimas vieram invadindo meus pobres olhos mortos, limparam, dando passagem à água salgada que caiu sentida na pele enrugada...
Ele segurou meu rosto e devagar passou sua fase lisa, querendo secar aquele mar de dor. Deixei-me cair em seus braços. O peso de quarenta anos vivendo sem amor, proibida de sonhar, culpada por um erro, sufocada dentro de uma casa, de uma vida faziam com que naquele momento o mundo parasse.
Abandonada em seus braços, toquei de leve seus cabelos dourados e assim suspirei aliviada. Não precisava nunca mais fazer a receita de toucinho.

A sirene cortava o silêncio do meio-dia. Uma mulher estava morta na calçada. Derrame, coração? Ninguém sabia. Conhecida? Sim. Aos olhos de todos, uma respeitável e feliz juíza de direito, que após uma condenação de um jovem, desistiu da carreira para se tornar uma feliz dona de casa. A condenação? O jovem? Estudante de psicologia, acusado de estupro. O erro? Descobriu-se que era inocente, mas já era muito tarde, a morte o encontrou na cela fria de um presídio qualquer.
Era belo o jovem inocente de cabelos dourados!

Vera Fischer interpretará viciada em amor em novela global


Depois de passar sete anos longe das telinhas, Vera Fischer está de volta em Caminho das Índias. A novela global substituirá A Favorita na grade de programação.

Conforme a FolhaOnline, ela será Chiara, uma dona de clínica de estética e que é viciada em amor e livros de auto-ajuda. "É uma mulher em busca do amor, cometendo todos os tropeços inerentes a essa busca", afirma a autora do folhetim, Glória Perez.

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