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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

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A chuva chega...

Livro conta a história da calcinha


Não existe outra peça no vestuário da mulher que tenha sido alvo de reações tão diferentes do que a calcinha. Ela também foi o motivo de rostos corados,risadas francas e até constrangimento.Sua história ao longo dos anos, a evolução e importância dessa peça estão descritas no livro “Por baixo do pano – A história da calcinha”, da autora inglesa Rosemary Hawthorne (Matrix Editora). São pouco mais de dois séculos de existência – e isso não é quase nada se comparado a outras peças do vestuário.Tudo começa em 1790, quando os ventos da moda sofreriam uma mudança drástica de direção. A Revolução do Povo que irrompeu na França levou a uma simplificação geral do vestuário na Europa inteira, e as mulheres passaram a usar elegantes vestidos de cintura alta inspirados na vestimenta das gregas antigas.
Confeccionados em fina musselina, os chamados “vestidos império” eram tremendamente sensuais e estavam no auge da moda – mas também deixavam as partes baixas um tanto arejadas demais. E, assim, foi por volta de 1800 que as calcinhas tiveram sua primeira grande chance de fazer História.
O primeiro modelo a aparecer no mercado, chamado de calção ou pantaloon,em geral chegava abaixo dos joelhos ou até os tornozelos e era feito de um tecido “cor de carne” semelhante ao das meias finas. Consta que ele foi adotado apenas pelas mulheres importantes do Diretório Francês e por algumas das damas mais ousadas da sociedade ocidental, sintonizadas com a vanguarda da moda. Já na Inglaterra, Em 190, com o falecimento da Rainha Vitória, seu filho mais velho, Edward VII - subiu ao trono. E, durante os seus nove anos de reinado,as mulheres inglesas trajaram belas roupas, pois não era segredo que o Rei admirava a beleza feminina, e toda a Corte e a alta sociedade refletiam as preferências reais favorecendo mulheres elegantes e bem-arrumadas. Passando ainda pela feminista americana Amelia Bloomer e chegando
até o fio-dental, o livro mostra que a calcinha está relacionada tanto à moda
quanto aos direitos da mulher.

Você sabia…Que antes de 1800 nenhuma mulher respeitável usava calcinhas? Que as mulheres vitorianas vestiam, por baixo das suas anáguas,
calçolas que cobriam parte das pernas? Que na época da Segunda Guerra as européias tricotavam à mão as suas próprias calcinhas?

Autora

Rosemary Hawthorne formou-se em Artes Dramáticas pela Royal Academy antes de voltar seus interesses para o estudo do vestuário. E, a partir de então,tornou-se a maior autoridade britânica em História da Roupa Íntima, acumulando um vasto acervo pessoal de peças de interesse histórico. Hawthorne é conhecida hoje no Reino Unido como Knicker Lady, a Dama das Calcinhas,nome do espetáculo solo que apresenta com sucesso nos palcos do país.

Livro
Por baixo do pano – A história da calcinha – 136 páginas :: Preço : R$ 21,90

Em 2004 escrevi uma crônica que aborda a calcinha. Leia abaixo.

Que paisagem!
Quer saber de uma coisa meu amigo? Chega de sofrer, de pensar, refletir, afundar as mágoas no fundo de um copo de rum barato. Chega, meu amigo, de alimentar ilusões, gritar para as paredes geladas desse apartamento vazio, sujo e cinza. Chega de olhar pela janela de vidros imundos a paisagem desoladora. Paisagem? Talvez essa não seja a definição exata para o telhado mofado e velho que vejo, do prédio mostarda desbotado, com seus intermináveis varais de roupas amassadas estendidas por mãos cansadas e sofridos de donas de casa solitárias. Nada mais terrível que levantar abrir a janela e ver incontáveis cuecas, meias e calcinhas colocadas para secar depois de alguns dias de chuva. Essa é minha paisagem, meu horizonte que me faz sofrer cada dia mais. Estou até escrevendo poemas sobre varandas úmidas, prédios mostardas, gatos pretos e brancos. Gatos? Sim, lindos bichanos que debochados passeiam pelos telhados, preguiçosos felinos a lamberem suas patas tomando sol com seus olhares lânguidos e sábios. Gato, eu tenho inveja da liberdade, das sete vidas...
Mas hoje meu amigo, resolvi mudar, vou vestir minha melhor roupa, tomar um banho de várias horas, limpar minha alma, colocar um perfume doce, pentear o cabelo. Vou abrir a porta, não importa o corredor fétido, com frases obscenas nas paredes; isso não ira me ferir, sou outro, vou viver como os gatos, miando, correndo atrás de gatinhas, ratos, pessoas...
Dá licença amigo, quero passar, sou o poeta das cuecas e calcinhas, dos gatos pretos e brancos, das mulheres encardidas cheirando a sabão em pó e gordura, das varandas vazias e cinzas. Sou o tal, o sábio dos telhados molhados, do rum barato, das longas horas sofrendo sem saber o por que. Sou o louco talvez, amigo; o doente da janela de vidros imundos...
Quer saber meu nobre amigo? Vou antes de qualquer coisa dar uma última olhada em minha paisagem, meu horizonte de longos anos. Lá está meu amigo! As intermináveis cuecas surradas, meias rotas e calcinhas enormes e gastas pelo tempo. Sim, as varandas pertencem à gente pobre, sem condições alguma de comprar rendinhas, modinhas, seda, cetin...
Fico olhando e quando estou pronto para encarar o mundo lá fora, levo um choque. Em meio de tantas roupas velhas, vejo um mimo: Que coisinha linda e delicada, uma calcinha branca de bolinhas rosa, pequenina. Meu coração para de repente, quando vejo a dona de tão delicado mimo. Moça faceira, bela morena de cabelos encaracolados, olhar morno, sentiu o meu olhar e me fitou a sorrir, enrolada numa toalha minúscula.
Meu amigo me desculpe, mas deixarei para outra oportunidade meu grito de liberdade. Estou preso por uma calcinha de bolinhas brancas e sua dona cor de canela. Que paisagem meu amigo!(texto: Ieda Beltrão)

Fotos: Divulgação

domingo, 4 de outubro de 2009

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Um brinde à loucura!!!!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Aberta Feira do Livro de Caxias


A 25ª edição da Feira do Livro de Caxias do Sul foi aberta nesta sexta-feira, dia 02, e conta com mais de 42 bancas.
O evento literário, além de ter uma madrinha, representada pela escritora Maria Helena Balen, também conta com um homenageado, Arcângelo Zorzi Neto, o Maneco, que representa todos os livreiros caxienses. Maneco participa da feira desde as primeiras edições, seja como livreiro ou participante da comissão organizadora.
Considerado um dos maiores eventos literários da região serrana, a Feira, tem por objetivo popularizar o livro e democratizar o acesso à leitura. Em 2008, mais de 300 mil pessoas participaram do evento e foram comercializadas mais de 63 mil obras, número 22% superior em relação à edição de 2007. Em 2009 estima-se que as vendas cheguem a 75 mil livros.
A programação, que vai até o dia 18 de outubro,terá cerca de 250 atrações literárias, como sessões de autógrafos, mesas temáticas, contação de histórias, bate-papo com escritores, palestras, oficinas apresentações de música, dança, teatro e exposições. A Feira contará com a presença de livrarias e editoras de Caxias, Porto Alegre, Canoas, Passo da Areia, Uruguai e Peru.

Foto:Daniela Xu - Pioneiro

Quer saber como foi o final de Paraíso em 1982?


Vai no PinKPurpurina e assista o vídeo.

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