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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fabrício Carpinejar encerra o Congresso de Poesia de Bento Gonçalves


Nesta sexta-feira, dia 09, encerra o Congresso de Poesia de Bento Gonçalves. O destaque do encerramento é o debate mediado por Fabrício Carpinejar, às 19h30min, no auditório Santo Antônio. Em seguida, o compositor Antônio Cícero se apresenta. As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas no Sesc.
Sexta também em Bento tem os teatro de bonecos O Gato, A Flor em Perigo, O Varredor e O Balão, na Fundação Casa das Artes, às 15h. A entrada é franca.

Foto: Divulgação

Sarau em Farroupilha

É hoje, às 19h30min, a 30ª edição do Sarau Literário do Projeto Caminhos da Leitura, da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desportos, de Farroupilha. Será no auditório do Serviço Social do Comércio (Sesc).
Com apresentações de teatro, poesia e música, serão cerca de 11 números artísticos propostos pelos alunos da escola municipal Presidente Dutra.
A entrada é gratuita, toda a comunidade farroupilhense é convidada a participar.
A 31ª edição do Sarau Literário será junto à Feira do Livro, em 5 de novembro, às 20h, com organização da escola municipal Oscar Bertholdo.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Iguatemi Caxias é palco da mostra Casa&Cia Serra


A moderna estrutura do lifestyle do Iguatemi Caxias do Sul foi escolhida como palco da mostra Casa&Cia Serra 2009. No prédio de cinco andares localizado no acesso à estrutura, 36 diferentes ambientes idealizados por 45 arquitetos que apresentam suas interpretações sobre o luxo, tema da exposição.
Uma das principais novidades da edição é a área dedicada aos lofts, apartamentos sem paredes divisórias, que define um imóvel exclusivo e ousado. O conceito surgiu em Nova Iorque, no fim dos anos 60, quando artistas e escritores reciclaram antigos espaços industriais e os transformaram em prédios residenciais, mantendo suas características. Na Casa&Cia, quatro diferentes lofts apontam que o estilo representa mais do que arquitetura, faz referência a um novo modo de viver.
Até o dia 8 de novembro, os ambientes residenciais e comerciais prometem destacar uma percepção mais seleta de sofisticação e elegância, já que o conceito do tema aguçou a criatividade dos profissionais em suas diferentes interpretações sobre o tema.

ServiçoA Mostra está aberta à visitação de terças a quintas das 13h às 22h, sextas e sábados das 10h às 22h, e domingos das 11h às 22h. Os ingressos estão disponíveis no local e custam R$ 12 e R$ 6 (clube do assinante, arquitetos, pessoas acima de 60 anos e estudantes mediante apresentação da carteira estudantil) de terças a quintas. Nas sextas, sábados e domingos os valores são R$ 14 e R$ 7, e dão direito a degustação de vinho na Adega.

Foto: Divulgação

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Imagem de hoje


A chuva chega...

Livro conta a história da calcinha


Não existe outra peça no vestuário da mulher que tenha sido alvo de reações tão diferentes do que a calcinha. Ela também foi o motivo de rostos corados,risadas francas e até constrangimento.Sua história ao longo dos anos, a evolução e importância dessa peça estão descritas no livro “Por baixo do pano – A história da calcinha”, da autora inglesa Rosemary Hawthorne (Matrix Editora). São pouco mais de dois séculos de existência – e isso não é quase nada se comparado a outras peças do vestuário.Tudo começa em 1790, quando os ventos da moda sofreriam uma mudança drástica de direção. A Revolução do Povo que irrompeu na França levou a uma simplificação geral do vestuário na Europa inteira, e as mulheres passaram a usar elegantes vestidos de cintura alta inspirados na vestimenta das gregas antigas.
Confeccionados em fina musselina, os chamados “vestidos império” eram tremendamente sensuais e estavam no auge da moda – mas também deixavam as partes baixas um tanto arejadas demais. E, assim, foi por volta de 1800 que as calcinhas tiveram sua primeira grande chance de fazer História.
O primeiro modelo a aparecer no mercado, chamado de calção ou pantaloon,em geral chegava abaixo dos joelhos ou até os tornozelos e era feito de um tecido “cor de carne” semelhante ao das meias finas. Consta que ele foi adotado apenas pelas mulheres importantes do Diretório Francês e por algumas das damas mais ousadas da sociedade ocidental, sintonizadas com a vanguarda da moda. Já na Inglaterra, Em 190, com o falecimento da Rainha Vitória, seu filho mais velho, Edward VII - subiu ao trono. E, durante os seus nove anos de reinado,as mulheres inglesas trajaram belas roupas, pois não era segredo que o Rei admirava a beleza feminina, e toda a Corte e a alta sociedade refletiam as preferências reais favorecendo mulheres elegantes e bem-arrumadas. Passando ainda pela feminista americana Amelia Bloomer e chegando
até o fio-dental, o livro mostra que a calcinha está relacionada tanto à moda
quanto aos direitos da mulher.

Você sabia…Que antes de 1800 nenhuma mulher respeitável usava calcinhas? Que as mulheres vitorianas vestiam, por baixo das suas anáguas,
calçolas que cobriam parte das pernas? Que na época da Segunda Guerra as européias tricotavam à mão as suas próprias calcinhas?

Autora

Rosemary Hawthorne formou-se em Artes Dramáticas pela Royal Academy antes de voltar seus interesses para o estudo do vestuário. E, a partir de então,tornou-se a maior autoridade britânica em História da Roupa Íntima, acumulando um vasto acervo pessoal de peças de interesse histórico. Hawthorne é conhecida hoje no Reino Unido como Knicker Lady, a Dama das Calcinhas,nome do espetáculo solo que apresenta com sucesso nos palcos do país.

Livro
Por baixo do pano – A história da calcinha – 136 páginas :: Preço : R$ 21,90

Em 2004 escrevi uma crônica que aborda a calcinha. Leia abaixo.

Que paisagem!
Quer saber de uma coisa meu amigo? Chega de sofrer, de pensar, refletir, afundar as mágoas no fundo de um copo de rum barato. Chega, meu amigo, de alimentar ilusões, gritar para as paredes geladas desse apartamento vazio, sujo e cinza. Chega de olhar pela janela de vidros imundos a paisagem desoladora. Paisagem? Talvez essa não seja a definição exata para o telhado mofado e velho que vejo, do prédio mostarda desbotado, com seus intermináveis varais de roupas amassadas estendidas por mãos cansadas e sofridos de donas de casa solitárias. Nada mais terrível que levantar abrir a janela e ver incontáveis cuecas, meias e calcinhas colocadas para secar depois de alguns dias de chuva. Essa é minha paisagem, meu horizonte que me faz sofrer cada dia mais. Estou até escrevendo poemas sobre varandas úmidas, prédios mostardas, gatos pretos e brancos. Gatos? Sim, lindos bichanos que debochados passeiam pelos telhados, preguiçosos felinos a lamberem suas patas tomando sol com seus olhares lânguidos e sábios. Gato, eu tenho inveja da liberdade, das sete vidas...
Mas hoje meu amigo, resolvi mudar, vou vestir minha melhor roupa, tomar um banho de várias horas, limpar minha alma, colocar um perfume doce, pentear o cabelo. Vou abrir a porta, não importa o corredor fétido, com frases obscenas nas paredes; isso não ira me ferir, sou outro, vou viver como os gatos, miando, correndo atrás de gatinhas, ratos, pessoas...
Dá licença amigo, quero passar, sou o poeta das cuecas e calcinhas, dos gatos pretos e brancos, das mulheres encardidas cheirando a sabão em pó e gordura, das varandas vazias e cinzas. Sou o tal, o sábio dos telhados molhados, do rum barato, das longas horas sofrendo sem saber o por que. Sou o louco talvez, amigo; o doente da janela de vidros imundos...
Quer saber meu nobre amigo? Vou antes de qualquer coisa dar uma última olhada em minha paisagem, meu horizonte de longos anos. Lá está meu amigo! As intermináveis cuecas surradas, meias rotas e calcinhas enormes e gastas pelo tempo. Sim, as varandas pertencem à gente pobre, sem condições alguma de comprar rendinhas, modinhas, seda, cetin...
Fico olhando e quando estou pronto para encarar o mundo lá fora, levo um choque. Em meio de tantas roupas velhas, vejo um mimo: Que coisinha linda e delicada, uma calcinha branca de bolinhas rosa, pequenina. Meu coração para de repente, quando vejo a dona de tão delicado mimo. Moça faceira, bela morena de cabelos encaracolados, olhar morno, sentiu o meu olhar e me fitou a sorrir, enrolada numa toalha minúscula.
Meu amigo me desculpe, mas deixarei para outra oportunidade meu grito de liberdade. Estou preso por uma calcinha de bolinhas brancas e sua dona cor de canela. Que paisagem meu amigo!(texto: Ieda Beltrão)

Fotos: Divulgação

domingo, 4 de outubro de 2009

Imagem de hoje


Um brinde à loucura!!!!

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